sábado, 1 de janeiro de 2011

domingo, 14 de março de 2010

Dirofilariose em Gatos (Verme do Coração)

Dirofilariose acomete cães e gatos no mundo todo. O verme conhecido como Dirofilária é transmitido através de picadas de mosquitos. Diferenças significativas existem na forma com que esta doença se manifesta em cães e gatos. Gatos são mais resistentes do que cães aos vermes adultos e na maioria dos casos a infecção em gatos é mais leve tendo geralmente menos que 6 vermes adultos. Mesmo assim, esta doença ainda pode causar risco de vida aos gatos se não for diagnosticada e tratada adequadamente.

Sinais clínicos (geralmente respiratórios), quando presentes, se desenvolvem na chegada de vermes imaturos na vascularização pulmonar ou na morte de vermes adultos causando uma intensa reação inflamatória. Esta síndrome inflamatória é denominada "Doença Respiratória Associada ao Verme do Coração" (HARD - do Inglês - Heartworm Associated Respiratory Syndrome).

O diagnóstico de dirofilariose em gatos é mais complicado do que em cães, a interpretação de testes de antígeno e anticorpo é complicado e além disso gatos são infrequentemente microfilaremicos (dificultando a observação de microfilárias no sangue). Raio-X torácico nem sempre demonstra sinais de infecção. A Ecocardiografia pode ajudar como auxílio diagnóstico na observação de vermes adultos na artéria pulmonar.

O tratamento em gatos pode incluir o uso de corticosteróides (predinisona) e terapia adulticida com Ivermectina.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Food Trial para diagnóstico de Alergia alimentar em Cães.


No Medicina Veterinária InFocus temos diversos artigos sobre alergias em cães. No entanto recebemos muitos e-mails dos nossos leitores sobre a importância de instituir uma dieta específica para ajudar no diagnóstico de alergia alimentar em cães. Esse processo é chamado "Food Trial" aqui nos Estados Unidos e é sem dúvida o principal método diagnóstico para alergia alimentar.

A estatística americana diz que a Alergia Alimentar é a terceira principal afecção alérgica que acomete os cães. Os sinais clínicos variam mas na maioria dos casos temos prurido intenso como fator principal. O "Food Trial" é realizado com rações específicas, comerciais, que contém proteínas hidrolizadas ou Novel, ou alguns proprietários optam por cozinhar a própria comida para seus cães durante este teste, o que também pode ser feito. Nesse caso recomenda-se evitar carnes de frango e carne vermelha pois esses são uns dos principais responsáveis pela alergia alimentar.

O processo deve ser avaliado em intervalos de 4 a 8 semanas (para checar a resposta no controle da prurido) e duração total de pelo menos 12 semanas. Para um diagnóstico verdadeiro de alergia alimentar espera-se resolução dos sinais clínicos apresentados e a volta dos mesmos sintomas quando retornamos a oferecer a ração que o animal comia antes do "Food Trial".

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Dieta para Pancreatite em Cães.


Prezados leitores do MedVet InFocus, obrigado pela participação de todos e pelos e-mails diários que recebemos. Sem dúvida um dos temas mais discutidos em nossos e-mails e mesmo aqui no Blog é Pancreatite, especialmente no que se refere ao tratamento e dieta. Em um estudo recente publicado no American Journal of Veterinary Research, 70:614-618, 2009 por James FE, Mansfield CS, Steiner JM, comparou a resposta do pancreas à dietas com diferentes teores de gordura com ou sem adição de enzimas pancreáticas ou triglicerídeos. Dez cães saudáveis sem histórico de pancreatite receberam, cada um, 1 de 4 tipos de dietas diferentes, em um intervalo de 1 semana. A dieta A consistia de 16% de gordura, seguida pela dieta B com 5%. A dieta C possuía 10% de gordura + enzimas pancreáticas e a dieta D continha 5% de gordura + enzimas e triglicerídeos. Lipase pancreática canina (cPL) e tripsina canina (cTL) foram mensurados com os animais em jejum e 1, 2 e 6 horas pós-prandial. Concentração de gastrina também foi medida. Este estudo não identificou diferença significativa nos valores de cPL e cTL ou gastrina entre as dietas. A dieta D foi a que induziu o menor valor de resposta pancreática mas a diferença não foi significativa. Os resultados indicam que a concentração de gordura na dieta não possui efeito significativo no grau de estimulação pancreática em cães sadios.


Comentários

O uso de dieta com baixo teor de gordura em cães com pancreatite tem sido amplamente utilizado na clínica hoje em dia. Essa abordagem é baseada na teoria de que a oferta de baixo teor de gordura reduz a liberação de colecistoquinina, com diminuição na estimulação pancreática. Os autores deste estudo não encontraram nenhuma diferença na estimulação pancreática com dietas contendo 10% e 5% de gordura. No entando este estudo foi conduzido em animais sem histórico de pancreatite, um estudo similar conduzido em animais com pancreatite seria ideal para futuras comparações.