segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Balanceamento Ácido-Básico
Prezados Leitores, gostaria de agradecer pelas votações. O assunto mais votado foi Balanceamento Ácido-Básico. Gostaria de começar com algumas definições sobre Acidose e Alcalose.
Falamos em Acidose quando temos aumento da acidez do sangue (pH menores que 7.35). A acidose pode ser respiratória (quando temos aumento da concentração de CO2 no sangue) ou metabólica (quando temos diminuição de HCO3 - Bicarbonato no sangue). A alcalose por sua vez representa a queda da acidez do sangue (pH maiores que 7.46), e assim como a acidose, também pode ser respiratória (devido à queda de CO2 no sangue), ou metabólica (quando temos muito HCO3 no sangue).
Para que possamos avaliar com propriedade o status acido-básico dos nossos pacientes, é preferível usar sangue arterial. O sangue arterial é necessário porque a concentração de CO2 no sangue venoso pode estar elevado devido à pobre perfusão ou porque existe um problema respiratório prejudicando a ventilação. No entando, se a perfusão é adequada, o CO2 no sangue venoso e arterial podem estar próximos, e nesse caso o sangue venoso pode ser usado no lugar do sangue arterial. Outro detalhe importante é lembrar que o pH do sangue venoso estará sempre menor do que o do sangue arterial.
Mas porque é importante saber sobre o balanceamento ácido-básico?
Diversas condições ou doenças podem causas desequilíbrio ácido-básico, e esse desequilíbrio pode trazer consequências as vezes até piores do que às da própria doença. Por exemplo, a acidose pode diminuir a contratilidade do miocárdio (pH menor que 7.2) e causar arritmias ventriculares. Outras consequências envolvem: congestão pulmonar, hipotensão, baixa perfusão tecidual, resistência a insulina e hiperglicemia. Já a alcalose pode também predispor a arritmias além de hipocalcemia - tetania, hipocalemia - fraqueza muscular e hipóxia tecidual.
Quais são os diferencia para Acidose e Alcalose?
Os principais fatores que causam acidose metabólica são:
1. Acidose Lática
2. Uremia
3. Ethyleno glicol
4. Metanol
5. Salicilatos (aspirina)
3. Ethyleno glicol
4. Metanol
5. Salicilatos (aspirina)
6. Doença renal (acidose tubular)
O principal causador da acidose respiratória é a Hipoventilação.
A alcalose metabólica é causada principalmente devido a:
1. Vômito
2. Diurese
2. Diurese
3. Hiperaldosteronismo
A Alcalose respiratória é causada devido a hiperventilação secundária à hipoxemia.
Interessado em saber mais sobre esse assunto, poste aqui seu comentário ou escreva um e-mail.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Avaliação do Leucograma.
Outro mito gerado na interpretação do leucograma é tentar tirar conclusões sobre causas e ideologias, infecção vs inflamação vs bactéria vs vírus. Existem diversas situações onde os resultados podem induzir o clínico ao erro caso este esteja a procura de uma resposta que vá além de saber quem está ganhando a "guerra da inflamação" - tecido inflamado ou medula óssea, e isso é umas das principais funções do leucograma.
Existem 6 questões básicas que eu tento obter respostas em todos os leucogramas. A primeira pergunta é se existe alguma evidência de INFLAMAÇÃO. E a resposta vai depender de como está o comportamento dos neutrófilos e se existe desvio à esquerda (presença de neutrófilos imaturos na circulação). Outra célula que participa na inflamação é o eosinófilo, mas é importante ter certeza que que a eosinofilia é persistente (repetir exame em alguns dias) na ausência de neutrofilia com desvio à esquerda, e o motivo disso é porque a concentração de eosinófilos tende a subir e descer no sangue, então uma simples elevação ( a não ser que seja muito alta) pode ser normal. Os monócitos também são células que aumentam na inflamação.
A segunda pergunta é - existe evidência de estresse? Geralmente a condição de estresse causa leve linfopenia (750 -1.500), além da linfopenia podemos ter eosinopenia, neutrofilia sem desvio à esquerda e leve monocitose. Mas linfopenia é a característica mais importante para se determinar a presença de estresse.
A terceira pergunta é - existe evidência de necrose tecidual? Monocitose indica que existe uma demanda por fagócitos que ocorre nas condições de necrose. A monocitose pode ocorrer em 48 horas, então nem sempre é um indicador de cronicidade.
A quarta pergunta é - existe evidência de Hipersensibilidade Sistêmica? Eosinofilia persistente é o indicador de hipersensibilidade. Geralmente ocorre em doenças parasitárias e alérgicas.
A quinta pergunta é - se existe inflamação, podemos classificá-la em aguda ou crônica? Essa é uma pergunta muito importante e que gera muitas dúvidas entre os clínicos. A inflamação aguda é caracterizada pela presença de neutrofilia com desvio a esquerda. Outro indicador que podemos usar é a linfopenia pois está presente no estresse, e condições agudas costumam gerar muito estresse que ainda não foi balanceado com uma resposta antigênica. Já quando temos uma inflamação crônica, devemos tentar identificar se é do tipo 1 ou do tipo 2, isso é importante para se ter uma noção em quão difusa está esta inflamação. Inflamações do tipo 1 são mais severas mas localizadas como abcessos, piometra, pancreatites, etc. Inflamações do tipo 2 são mais difusas como hepatites, pneumonias, peritonites, etc.
E por último, devemos nos perguntar se existe evidência de Toxemia - e para isso precisamos olhar o esfregaço sanguíneo. Os indícios são geralmente citoplasma basofílico dos neutrófilos e presença de dolly bodies.
Essa foi uma revisão rápida. Interessado em saber mais, poste seu comentários ou escreva um e-mail.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Avaliação do Hemograma.
O exame de sangue completo envolve o estudo das células vermelhas (hemograma), células brancas (leucograma) e das plaquetas. Eu prefiro sempre começar a avaliar o exame de sangue pelas células brancas, porque dependendo das alterações notadas no leucograma você já pode antecipar como o hemograma poderá estar. Não vamos falar sobre o leucograma nesse texto.
Um dos primeiros grandes fatores que já fazem com que a maioria dos clínicos não aproveitem tudo o que o hemograma tem parae oferecer é não realizar um esfregaço sanguíneo junto com o hemograma. O exame de sangue completo deveria envolver a análise de dados quantitativos e qualitativos (esfregaço sanguíneo). Para exemplificar a importância do esfregaço sanguíneo, em uma situação de emergência, basta checar o hematócrito, proteínas totais e realizar o esfregaço que você terá informações suficientes para tomar atitudes rápidas enquanto espera pelo resto do hemograma.
Você deve sempre tentar avaliar todos os parâmetros testados no hemograma. Eu particularmente dou muito mais atenção ao hematócrito, hemáceas, proteínas totais e hemoglobina, esses são todos indicadores de massa celular. Os índices (MCV, MCHC, MCH e RDW) também são importantes e podem ajudar a diferenciar as anemias em regenerativa ou não-regenerativa, mas eu não confio muito neles e prefiro me basear no valor dos reticulócitos.
A primeira coisa que eu faço ao ver um hemograma é tentar checar se existe anemia, policitemia ou se está normal. Você só precisa olhar os valores do hematócrito, hemoglobina (Hb) e a contagem de hemáceas. Se você tem valores baixos nesses testes então você está diante de uma anemia. Valores normais podem acabar mudando em poucas horas ou dias então é importante sempre checar o hemograma várias vezes, e valores aumentados indicam um estado de policitemia.
Frente a uma anemia é importante classificá-la em regenerativa ou não- regenerativa. Muita gente usa apenas os índices para chegar a essa conclusão, mas como eu disse, eu prefiro me basear na contagem de reticulócitos e no esfregaço sanguíneo na procura por policromasia. Outro detalhe na contagem de reticulócitos é sempre avaliar seu valor exato. Alguns laboratórios informam apenas a % de reticulócitos. Se isso acontecer basta pegar essa % e multiplicar pelo valor das hemáceas, isso lhe dará um valor absoluto de reticulócitos. Caso você tenha chegado a conclusão de que essa anemia é mesmo regenerativa, existem dois mecanismos principais que causam esse tipo de anemia: 1 - hemorragia e 2 - hemólise, e muitas vezes o exame físico pode ajudar a eliminar uma ou outra causa. Outro macete é olhar o valor dos reticulócitos, valores muito altos tendem a acontecer em anemias hemolíticas e o motivo disso é porque quando as células vermelhas se rompem, elas acabam liberando ferro na circulação, e esse ferro é utilizado pela medula óssea para eritropoese. Novamente a avaliação do esfregaço sanguíneo é fundamental nos casos de anemias hemolíticas na busca de heinz bodies, esferócitos, micoplasma, protozoários e e fragmentação de hemáceas.
Mas e se a anemia é não-regenerativa? Nesse caso você deve perguntar a sí mesmo se existe como determinar a origem sem ter que olhar na medula óssea. A maioria dos casos de anemia não-regenerativas são causadas por inflamações crônicas e esse é um dos motivos do porque eu gosto de ver o leucograma antes.
E por fim, para não termos um texto muito comprido, se não há anemia mas sim policitemia você precisa determinar se essa policitemia é absoluta ou relativa, 90 a 95% dos casos de policitemia são relativas, ou seja, causadas pela hemoconcentração.
Interessado em saber mais sobre esse assunto por favor poste seu comentário abaixo ou mande sua pergunta via e-mail.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Obesidade em Cães
Por esse motivo é importante trabalhar a idéia da obesidade em pacientes que estão acima do peso, não necessariamente obesos, e para isso a melhor maneira é utilizar o índice de escore corporal que avalia a presença de tecido adiposo com relação ao peso ideal. Esse mesmo índice pode ser usado em pacientes obesos para checar o progresso da perda de peso. Existem dois sistemas principais, eu prefiro usar o sistema de 9 pontos, cada ponto representa 10-15% do peso ideal e obesidade é considerada quando existe 25% acima do peso ideal.
Sem dúvida e pergunta que mais escuto falar sobre esse assunto é - Quanto devo dar de comida? O consumo ideal de comida deveria na verdade ser calculado para cada indivíduo incluindo todas as fontes de calorias, "comida da mesa - restos de comida"e biscoitos para cães. Se esse valor pode ser determinado, o programa de perda de peso consiste em oferecer 80% da energia requerida diária. Caso esse valor não possa ser determinado (maioria dos casos) devido a maneira em que o proprietário alimenta seu cão, o recomendável é utilizar a fórmula de Energia requerida em repouso (RER do inglês resting energy requirement).
RER = 70 * (peso em KG)^3/4
Uma vez respondida essa pergunta, vem a próxima pergunta mais comum - O que devo dar de comer? Para um programa de perda de peso eu recomendo usar dietas terapêuticas veterinárias, essas dietas possuem calorias "diluídas" em um volume de fibras. Mas independente da fórmula utilizada, dietas para perda de peso devem conter pelo menos 90% de calorias necessárias diariamente. Um dos motivos que me levam a preferir usar diétas terapêuticas é a certeza de que não estou restringindo outros nutrientes essenciais.
Eu vejo que muitos clientes hoje em dia estão mais conscientes que devem começar um programa de dieta para seus cães obesos mas poucos conseguem passar pela fase de manutenção da dieta. As diétas terapêuticas não servem como dietas fixas para a vida do animal, elas servem apenas para que eles possam perder peso e voltar ao peso ideal. O trabalho principal vem na manutenção do peso. Para acompanhar o progresso da perda de peso eu peso o animal na mesma balança cada 2 - 4 semanas. O objetivo é perder 1 a 2% de peso por semana. Por exemplo, um cão com escore corporal de 7/9 está pelo menos 20-30% acima do peso, se o plano for perder 1% de peso por semana, isso pode levar de 20-30 semanas, por isso os donos desistem no meio do tratamento. Essa mesma situação pode piorar caso o dono aumente a restrição de comida para acelerar a perda de peso. É importante o veterinário estar atendo as percentagens de perda de peso e controlar a mesma, perder peso muito rápido devido a alta restrição pode causar mudanças comportamentais nos cães como implorar por comida ou roubar comida da mesa ou do lixo. O inverso também pode acontecer, o cão pode perder muito pouco peso ou até ganhar peso, nesse caso devemos orientar o proprietário novamente sobre os benefícios do programa.
Caso queira saber mais sobre Obesidade em cães poste seu comentário abaixo.
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sábado, 13 de junho de 2009
Achados de Malignidade na Citologia.
Identificar malignidade nas células de um slide, seja ele um aspirado um uma impressão, é muito subjetivo e pode variar muito entre observadores. Eu não sou patologista e recomendo sempre enviar amostras de tecido e slides para o laboratório para ter um avaliação mais especializada, mas acredito que podemos ter uma idéia geral do que está acontecendo fazendo citologias na hora no hospital. Para isso eu uso um critério que envolve tentar identificar pelo menos 4 ou 5 das 8 características básicas de malignidade abaixo.
1 - Anisocariose - variação no tamanho das células
2 - Ploemorfismo - variação no tamanho e no formato de células do mesmo tipo celular
3 - Alta relação núcleo:citoplasma - geralmente aumento do núcleo e pouco citoplasma
4 - Atividade mitótica acentuada - essa característica é rara em células de tecidos normais, nas mais variadas neoplasias você pode encontrar figuras mitóticas ou células que não estão se dividindo igualmente.
5 - Padrão de cromatina "grossa" - quando você tem cromatina onde o padrão parece mais grosseiro ou rugoso do que o normal.
6 - Transformação Nuclear - são deformidades notadas no núcleo das células por núcleos na mesma célula ou em outras células adjacentes.
7 - Multinucleação - presença de múltiplos núcleos em uma mesma célula.
8 - Variação Nuclear - presença de núcleos que variam em tamanho, forma e número.
Infecção Cutânea por Fonsecaea pedrosoi em cães
F. pedrosoi é o agente etiológico da cromoblastomicose em humanos, uma infecção fúngica cutânea e de tecidos subcutâneos. Esse fungo já havia sido isolado anteriormente em um gato mas nunca em um cão. Esse tipo de infecção requer uma terapia médica e cirúrgica significativa e raramente é curativa. Recorrências e relapsos são muito comuns. Esse paciente foi tratado com itraconazole mas apresentou diversos episódios de relapso durante tratamento.
Comentários
Esse é o primeiro caso de infecção por F. pedrosoi em cães. Devido a dificuldade no tratamento dessa infecção, esse fungo deve ser colocado na lista de diferenciais para doenças crônicas de pele especialmente em animais que vivem em áreas tropicais e subtropicais. Esse organismo possui potencial zoonótico e por isso o diagnóstico deve ser feito o mais cedo possível.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Atopia em Cães.
Atopia é uma das dermatites mais comuns em cães. No entanto a patogenicidade dessa doença de pele é ainda pouco compreendida e não existe um teste diagnóstico específico. O diagnóstico da Atopia continua sendo um diagnóstico de exclusão de outras doenças com sintomas similares. Outras doenças que apresentam sintomas similares são: Alergia a picada de pulga, alergia alimentar, sarnas, pioderma ou dermatite fúngica por Malassezia. O grande problema está em diagnosticar os casos onde essas doenças estão presentes em conjunto.
O manejo do paciente com Atopia envolve 8 princípios que devem ser seguidos a risca.
1 - Comprometimento do proprietário em seguir as recomendações médicas
2 - Evitar contato com alérgenos conhecidos
3 - Controle efetivo e a longo prazo de pulgas
4 - Controle de uma alergia coexistente (alergia alimentar, pulgas)
5 - Controle do crescimento de bactérias oportunistas assim como fungos
6 - Utilização de terapia tópica
7 - Controle da inflamação com anti-inflamatórios não esteroidais
8 - Imunoterapia específica anti-alérgica
Caso tenha interesse em saber como se deve proceder em cada princípio desse deixe seu recado aqui.
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terça-feira, 2 de junho de 2009
Doença Renal Crônica em Gatos.
Quando falamos sobre a terapia de gatos com IRC, estamos nos referindo principalmente aos 4 objetivos principais - 1) Prover nutrição adequada e de qualidade, 2) Corrigir deficiências e excessos de fluido e eletrólitos, 3) Aliviar os sinais clínicos da doença e 4) Prover uma terapia que seja protetora renal e que reduza o progresso da doença. O primeiro objetivo acima citado, requer a atenção a duas recomendações principais - oferecer uma ração renal e garantir uma nutrição adequada. Quando se fala em dieta renal, não se trata apenas de baixo valor proteico, mas modificar uma variedade de outros fatores que são de grande benefício ao paciente. A má nutrição é a principal causa de morbidade e mortalidade em gatos com IRC. Com relação ao objetivo 2 acima, as recomendações principais são; manter a concentração de fósforo abaixo dos valores críticos, manter o valor de potássio dentro dos limites normais, corrigir acidose metabólica e manter a hidratação. O terceiro objetivo principal, citado acima, tem como foco corrigir uma possível anemia com uso de fármacos como eritropoetina e aliviar sinais gastrointestinais como redução do apetite, náusea, vomito, estomatite urêmica e halitose. O quarto objetivo serve para tentar diminuir o progresso da doença, reduzindo a magnitude da proteinúria, minimizando a hipertensão e provendo calcitriol quando necessário.
Comentários:
O tratamento da IRC exige uma integração forte entre proprietário e veterinário, é importante concientizar o proprietário que se trata de uma doença progressiva e que o tratamento visa aumentar a qualidade e expectativa de vida do paciente.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Hipotireoidismo em Cães - O que testar?
Prezados leitores do meu Blog. Na votação tivemos 46% dos votos para testes em Endocrinologia contra 40% para Atopia em cães. Decidí então pegar uma pergunta de um colega que pratica em Olinda, Pernambuco - obrigado pela participação. A pergunta se refere a quais testes usar na suspeita de cães com Hipotireoidismo. Dr. Richard W. Nelson, DVM, DACVIM, falou sobre isso recentemente no simpósio da Universidade da Califórnia - Davis.Existe basicamente 4 testes laboratoriais que eventualmente voce irá acabar usando tanto para diagnóstico como monitoramente da terapia de cães com hipotireoidismo. O primeiro dele é medir a concentração total do hormônio T4. Como o próprio nome diz,vc está medindo a concentração de T4 ligado e não ligado a proteínas plasmáticas. A concentração normal em cães é 0.8 a 3.5 microg/dl e pode variar dependendo da raça. Esse teste é o primeiro porque não existe até hoje condições conhecidas que podem resultar na concentração normal de T4 em cães com hipotireoidismo. Ou seja, é um ótimo teste de exclusão, porém, caso seu valor dê realmente baixo, agora sim, existem diersos fatores que podem diminuir a sua concentração em um cão - seja doenças ou medicamentos. Em situações onde a concentração estaja abaixo de 0.5 em cães sem sinais de outras doenças, pode-se fechar o diagnóstico presuntivo e tentar terapia para ver se responde, sem correr demais testes. Porém, isso nem sempre ocorre, a maioria dos cães com hipotireoidimos irão cair nos níveis >0.6 <1.
O próximo teste é medir o T4 livre. T4 livre é a fração do hormônio T4 não ligada a proteína e por isso chamado livre. Esse teste ajuda na a elucidar o caso em conjunto com o T4 total, isso porque o T4 livre não sofre tanta influência de doenças e medicamentos, sendo assim, valores acima de 1.5 ng/dl ocorrem em casos onde a baixa do T4 é secundária à uma doença ou medicamento, e valores abaixo de 0.5 ng.dl suportam o diagnóstico de hipotireoidismo. O problema é que valores entre 0.5 e 1.5 ng/dl não são diagnósticos.
Outro teste que pode ajudar, caso o T4 total e o T4 livre estejam inconclusivos, é medir o valor do TSH (Hormônio estimulante da tireóide). Em teoria, o TSH deveria estar elevado em cães com hipotireoidismo, geralmente você espera por valores acima de 0.6ng/ml. Infelizmente a concentração pode estar normal em cães com hipotireoidismo e pode estar elevada em cães com valor baixos de T4 mas que não possuem hipotireoidismo. Por isso é importante rodar todos os testes ou "painel" para ver o que cada um nos diz.
Outro teste disponível é testar o sangue para auto-anticorpos para tireoidite linfocítica. Esse não é na verdade um teste de função glanduar mas pode ajudar no diagnóstico caso os demais testes sejam inconclusivos. O importante quando se suspeita de hipotireoidismo em cães é sempre realizar mais de um teste, nunca usar um único teste para suportar o diagnóstico e sempre relacionar o resultado com os sinais clínicos do paciente.
Caso tenha interesse em saber mais, poste seu comentário abaixo.
O próximo teste é medir o T4 livre. T4 livre é a fração do hormônio T4 não ligada a proteína e por isso chamado livre. Esse teste ajuda na a elucidar o caso em conjunto com o T4 total, isso porque o T4 livre não sofre tanta influência de doenças e medicamentos, sendo assim, valores acima de 1.5 ng/dl ocorrem em casos onde a baixa do T4 é secundária à uma doença ou medicamento, e valores abaixo de 0.5 ng.dl suportam o diagnóstico de hipotireoidismo. O problema é que valores entre 0.5 e 1.5 ng/dl não são diagnósticos.
Outro teste que pode ajudar, caso o T4 total e o T4 livre estejam inconclusivos, é medir o valor do TSH (Hormônio estimulante da tireóide). Em teoria, o TSH deveria estar elevado em cães com hipotireoidismo, geralmente você espera por valores acima de 0.6ng/ml. Infelizmente a concentração pode estar normal em cães com hipotireoidismo e pode estar elevada em cães com valor baixos de T4 mas que não possuem hipotireoidismo. Por isso é importante rodar todos os testes ou "painel" para ver o que cada um nos diz.
Outro teste disponível é testar o sangue para auto-anticorpos para tireoidite linfocítica. Esse não é na verdade um teste de função glanduar mas pode ajudar no diagnóstico caso os demais testes sejam inconclusivos. O importante quando se suspeita de hipotireoidismo em cães é sempre realizar mais de um teste, nunca usar um único teste para suportar o diagnóstico e sempre relacionar o resultado com os sinais clínicos do paciente.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Biomarcador Cardíaco - Cardiopet proBNP
Mais interesse nesse assunto? Poste seu comentário ou escreva para drbolfer@gmail.com
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domingo, 24 de maio de 2009
Pimobendan!
Caso tenha mais interesse em saber como temos usado aqui poste um comentários e seguiremos discutindo.
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sábado, 23 de maio de 2009
Bartonella - Doença da Arranhadura do Gato!
Escrever sobre Bartonella na verdade não surgiu de nenhuma dúvida dos colegas mas de uma palestra que eu participei há alguns dias atrás, ministrada pelo Dr. William Hardy, diretor de um dos maiores laboratórios dos EUA - National Veterinary Laboratory, Inc. A palestra foi ótima abrangendo todos os aspectos importantes sobre o tema. Bartonella é uma bactéria que causa doença em gatos e que pode causar sérios problemas para nós, donos de gatos, ou qualquer pessoa que tenha contato com gatos infectados. Existem aproximadamente 20 espécies dessa bactéria sendo transmitida principalmente pela p
ulga. O gato pode transmitir essa bactéria para as pessoas através de arranhões (daí o nome Doença da Arranhadura do Gato), ou mordidas.
Das 20 espécies de bactérias que eu comentei inicialmente, o gato pode se infectar com 6 delas, e aí vem o grande problema, eles podem ser portadores e infectar pessoas sem que ninguém saiba. As bactérias mais envolvidas na contaminação gato-humanos são: Bartonella henselae e Bartonella clarridgeiae, porém outras espécies foram reportadas causando doenças em pessoas portadoras de doenças que causam baixa na imunidade. A prevalência de gatos infectados com Bartonella nos EUA é alta chegando a 28% em alguns estados (principalmente estados do Sudeste) eu acredito que o mesmo seja verdade no Brasil nas regiões mais húmidas e quentes.
Os sinais clínicos mais comuns em gatos são gengivite, estomatite, ulceras na boca e aumento dos linfonodos submandibulares, mas vários outros sintomas podem estar presente afetando os olhos, pele e trato gastrointestinal. Em nós humanos, os sinais clínicos mais comuns são linfoadenomegalias, febre, endocardites, angiomatose, e corioretinite. Felizmente o tratamento tanto em gatos como em pessoas é simples e envolve o uso de antibióticos por um período longo, o maior problema na verdade é diagnosticar a doença a tempo, uma vez que ela pode ser confundida com várias outras.
Por isso é muito importante testar os gatos, principalmente gatos que foram resgatados das ruas e colocados para adoção. Existem diversos testes disponíveis mas nem todos fornecem bons resultados devido ao fato dessa bactéria ser de difícil cultura e identificação via ELISA ou PCR. Nos EUA método de escolha e serologia (Western Immunoblot), que requer um laboratório mais especializado, muito embora o custo do teste não seja proibitivo (em torno de 20 dólares).
Prevenir pulgas, testar gatos novos e tratar os positivos são algumas medidas que nós veterinários podemos tomar para reduzir o risco das pessoas se contaminarem com essa bactéria. Existem diversos outros detalhes sobre essa doença no material distribuído no dia da palestra e que seria impraticável cobrir tudo no blog, mas se você tiver interesse em saber mais poste seu comentário abaixo para discutirmos.
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Hipertensão em gatos com Insuficiência Renal
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dieta e Pancreatite!
Um estudo retrospectivo foi conduzido para determinar se fatores específicos na dieta de cães podem estar associados a pancreatite. (Lem KY, Fosgate GT, Norby B, Steiner JM. Journal of Veterinary Medical Association 233:1425-1431,2008). Informações sobre a dieta e outros fatores foram extraídos de arquivos médicos de 198 cães diagnosticados com pancreatite e 187 cães controle com diagnóstico de doença renal sem evidência de pancreatite. Informações adicionais foram coletadas de proprietários através de um questionário. Os dados obtidos no estudo dos arquivos médicos revelaram que a pancreatite foi diagnostica principalmente em cães da raça Schanauzer Miniatura seguido por Yorkshire e terriers em geral. Cães com soro lipêmico (dieta muito gordurosa) apresentaram 3.9 vezes mais chances de ter pancreatite do que cães não lipêmicos. Cães com Diabetes Mellitos apresentaram 3.6 vezes mais chances de ter pancreatite. Cães obesos apresentaram 1.9 vezes mais chances de ter pancreatite quando comparados a cães com peso ideal ou abaixo do ideal. Com relação a dieta, cães que comem restos ou parte da comida de seus donos, que comem comida contida nos lixos residenciais, ou que comem uma quantidade de ração acima do recomendado, ou que comem ração de outros cães em parques ou casas de vizinhos apresentaram 2.9 vezes mais chances de ter pancreatite. Outros fatores incluem cães obesos, castrados e que passaram por outro tipo de procedimentos cirúrgicos.Comentários
Alguns estudos anteriores a esse já haviam mostrado a relação entre dietas ricas em gordura e o desenvolvimento de pancreatite. Esse estudo confirma que é importante recomendar aos donos de cães para que ofereçam uma dieta estável evitando comidas adicionais e principalmente de consumo humano. Controlar obesidade, limitar acesso a restos de comida, comidas gordurosas e lixo residencial, levar a própria comida para parques e casas de pessoas que também possuem cães são alguns fatores que podem contribuir para a redução de casos de pancreatite.
domingo, 10 de maio de 2009
De olho na Leptospirose!!!
Comentários
Leptospirose é uma doença séria em cães, e o fato de ser uma zoonose aumenta ainda mais a preocupação em se testar animais em determinadas áreas para definir a prevalência da doença. Estudos mais antigos indicavam que os serovars Icterohemorrhagiae e Canicola eram tradicionalmente as mais prevalentes, novos estudos alertam que Pomona e Grippotyphosa são as mais comuns hoje em dia.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Osteoartrite - Tratamento.
Obrigado novamente pela sua pergunta, na verdade não existe um protocolo único ou amplamente utilizado como há para o tratamento de diversas outras doenças e quimioterapia. O aspecto mais desafiador do manejo de pacientes com OA ao longo do tempo é justamente tentar construir um protocolo e tentar utilizá-lo em todos os estágios da doença. Infelizmente não existe nenhum trabalho baseado em evidências médicas para nos auxiliar na escolha das modalidades mais efetivas. Como clínicos nós podemos recomendar opções farmacológicas, manuais e exercícios ou combinar esses três, sempre levando em conta o custo, efeitos e antecipar os benefícios comparado com as demais opções. A personalidade do paciente também conta muito nessa hora. Mas voltando a questão do protocolo, nos estágios iniciais de OA, o uso de anti-inflamatórios não esteroidais geralmente é capaz de controlar os sinais clínicos como dor e os pacientes são capazes de manter postura e motilidade normais. A medida que o tempo passa, é preferível introduzir alguma modalidade não farmacológica. Para cães que gostam de manter um contato muito próximo com os donos, como ficar no colo por exemplo, podem não apresentar motivação para exercícios (fisioterapia etc). Cães independentes com certeza se beneficiam muito mais desse tipo de modalidade. Infelizmente por se tratar de uma doença progressiva, os estágios finais da doença podem exigir breves hospitalizações para manejo da dor, descanso, acompanhamento nutricional e exercícios controlados. Caso alguém tenha interesse em saber mais sobre cada modalidade por favor deixe seu comentário para que possamos discutir sobre eles.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
O Foco agora é no Veterinário!
Comentários
Existe um grande potencial para a transmissão de doenças zoonóticas entre veterinários e a população. Todos os veterinários precisam estar cientes dos riscos envolvidos e prevenir, uma vez que essas doenças podem ser facilmente transmitidas, especialmente para mulheres grávidas.
domingo, 3 de maio de 2009
Anaplasmose Granulocitica Canina.
Comentários
O diagnóstico de A. phagocytophilum, assim como outras doenças transmitidas por carrapatos, aumentou sua prevalência uma vez que os carrapatos que transmitem essa doença estão se espalhando cada vez mais pelo país. Cães com histórico de exposição a carrapatos devem ser testados para as diversas doenças possívelmente transmitidas (IDEXX Snap 4x é uma bom teste para isso). Mesmo cães que estão no controle para carrapato devem ser testados uma vez que é comum acontecer falha no tratamento pelos seus proprietários. O tratamento ideal continua sendo o uso de Doxiciclina e o mesmo pode servir para confirmar o diagnóstico dependendo da resposta positiva a terapia.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Nova forma de Pododermatite!
Comentários
Esse estudo descreve uma síndrome única em cães que ocorre principalmente secundário ao trauma constante. Acredita-se que a patogenicidade esteja relacionada a formação de hiperqueratose e acantose devido ao constate trauma externo. Uma vez que existem diversos fatores que podem contribuir para formação de lesões interdigitais, é de extrema importância excluir essa síndrome dos diferenciais para evitar perda da adesão do proprietário ao tratamento devido as constantes recorrências.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Adesivos de Lidocaina para Gatos.
Comentários
Esse estudo demonstrou que é seguro usar adesivos de lidocaina em gatos por até 72 horas, que é o protocolo adotado na maioria dos hospitais para o adesivo de fentanil. Esses adesivos, caso aprovados mesmo, seriam uma boa alternativa ao uso de adesivos de fentanil, pois esse último é uma substância controlada. Novos estudos deverão ser conduzidos comparando o uso desses adesivos e também utilizando em gatos mais novos para ter certeza que essa é uma opção segura para controle da dor após cirurgica, como castração por exemplo, que é praticada em animais mais novos.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Tratamento para Epilepsia vs Pancreatite
Insuficiência pancreática exócrina e pancreatite foram documentadas em cães tratados para epilepsia com Brometo de Potássio (KBr). O novo teste para diagnóstico de pancreatite canina (cPLI - Lipase pancreática canina específica) foi utilizado para avaliar a concentração sérica de cPLI em cães tratados com KBr sozinho, fenobarbital sozinho ou a combinação de fenobarbital + KBr. Esse estudo foi publicado no Journal of Veterinary Pharmacology and Therapeutics por Steiner JM, Xenoulis PG, Anderson JA, et al., 9:37-44,2008. A atividade sérica do cPLI é específica exócrina do pâncreas, e estudos sugerem que é altamente sensível para o diagnóstico de pancreatite. De 337 amostras sanguíneas, 98 foram provenientes de cães tratados com KBr isolado, 118 de cães tratados com fenobarbital isolado, e 121 de cães tratados com ambos os fármacos. Vinte e três (6.8%) dos cães tratados com KBr isolado ou em conjunto com fenobarbital, tiveram concentrações acima do valor normal sugerido para pancreatite (199.9 mcg/L). Esse estudo indica que existe um risco elevado de pancreatite secundária ao tratamento de epilepsia com uso de qualquer dos dois fármacos.
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Esse estudo sem dúvida levanta suspeitas de que o uso de KBr isolado ou em conjunto com fenobarbital, assim como o uso apenas de fenobarbital, para tratamento de epilepsia em cães pode causar pancreatite. No entanto, os autores não informaram se esses cães possuíam sinais clínicos compatíveis com pancreatite. Novos estudos deverão ser conduzidos para tentar determinar se essas elevações no cPLI tiveram alguma relação com surgimento de sinais clínicos compatíveis com pancreatite. A elevação no cPLI foi realmente causadas devido a uma pancreatite ou devido a indução de secreção de lipase pancreática? A correlação entre elevação da cPLI e presença de sinais clínicos pode ser utilizada para determinar se esses fármacos realmente podem causar pancreatite em cães.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Emergência: Hemoperitoneo
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Essa foi uma ótima revisão sobre hemoperitoneo em cães. Os autores incluíram informações sobre diagnósticos diferencias, métodos diagnósticos e orientação para o tratamento e controle da hemorragia. Sem dúvida vale a pena ler o artigo completo antes de se deparar com um caso de hemoperitoneo em sua clínica.
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domingo, 26 de abril de 2009
Abscesso Pancreático - Algum Prognóstico?
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A hospitalização prolongada e terapia de suporte associada ao tratamento de abscessos pancreáticos, no final, pode custar muito caro fazendo com que os proprietários decidam interromper o tratamento na metade por problemas financeiros. Infelizmente os autores não puderam prever o tempo de sobrevida de nenhum dos pacientes com os tratamentos e dados empregados. Quem sabe uma coleta de dados mais extensa e comparação com casos similares de outras instituições possam ajudar na precisão do prognóstico para os diversos tratamentos disponíveis.
sábado, 25 de abril de 2009
Doença Renal Escondida.
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Alguns estudos demonstraram diminuição da filtração glomerular ou desenvolvimento de azotemia após estabelecido eutireoidismo associado ao tratamento do hipertireoidismo felino. Esse fato levou ao debate sobre quando um teste com metimazol antes da cirurgia ou terapia radioativa é necessário. Mesmo que os autores não tenham identificado nenhum fator que pudesse prever a insuficiência renal, eles foram muito felizes em demonstrar que o fato de se ter concentração urinária normal antes do tratamento também não garante que o paciente está fora de risco. Devemos então aguardar por mais estudos que possam analisar novas medidas para previsão de insuficiência renal em gatos tratados para hipertireoidismo.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cefovecin: Útil para infecções de pele?
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As cefalosporinas são muito usadas para tratar infecções de pele devido ao seu amplo espectro e segurança. Uma nova cefalosporina de terceira geração, cefovecin sódico, foi recentemente aprovada para uso no tratamento de cães com pioderma superficial, abcessos e lesões infeccionadas.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Cultura Fúngica - Diagnóstico Definitivo
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Os resultados desse estudo comprovam que Malassezia pachydermatis é um importante fator agravante nas doenças de pele, assim como o isolamento de M.canis pode estar automaticamente associado com a formação das lesões de pele. Os resultados também sugerem que a cultura fúngica foi superior a avaliação microscópica direta, e deve ser usada para obtenção de um diagnóstico definitivo em dermatomicoses e otites.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Animais Exóticos - Existe algum risco para nós??
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Esse artigo apresentou informações bem detalhadas sobre os riscos de se possuir animais exóticos em casa. Muitos proprietários ou interessados em possuir esses tipos de animais não tinham conhecimento desses fatos. O estudo enfatiza que veterinários, assim como médicos pediatras, devem estar preparados para discutir sobre posse responsável e cuidados para minimizar riscos de transmissão de doenças, principalmente quando crianças estão envolvidas. Eu aprendi muito com esse artigo e confesso que tomei algumas medidas em casa para garantir a segurança de todos (esposa, três gatos e um cachorro).
terça-feira, 21 de abril de 2009
Tratamento promissor para FeLV & FIV
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Esse é sem dúvida um tratamento promissor para gatos portadores de FeLV e FIV. LTCI já possui licença condicional para uso terapêutico nos EUA pelo Departamento de Agricultura (USDA), isso demonstra que a expectativa desse produto é alta uma vez que o USDA só libera licença condicional aos produtos que demonstram eficácia, que sejam puros, e que passaram por testes de segurança. Vamos ficar de olho..
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Isso é Aflatoxicose??
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Aflatoxina, uma toxina produzida pelo fungo Aspergillus, pode causar intoxicação com risco de vida em cães devido a disfunção hepática. Diferenciar aflatoxina como sendo a causa da insuficiência hepática pode ser muito difícil em certos casos. Esse artigo cita diversos marcadores que podem ser usados como auxílio diagnóstico, no entanto diversos testes não comumente realizados em cães assim como biopsias podem ser necessários. O diagnóstico antecipado é importante não somente para melhorar o prognostico, mas também para identificar que existe contaminação nas rações sendo distribuídas antes que as proporções tornem-se gigantescas.
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